segunda-feira, 28 de maio de 2012

A Massa Burra do Rio Grande


A Massa Burra do Rio Grande
Giovanni Gosch Berton
A quem cabe a culpa na decadência do ensino no Rio Grande do Sul?  Eu é que não ousarei apontar quem quer que seja o infeliz! Cabe a mim como cidadão lembrar que enquanto for delegada aos professores toda responsabilidade na educação de alunos que entre alguns, não querem nada com nada, não irá lhe sobrar tempo para ensinar o b a BA das coisas! Então há de convir que educação sempre viesse e deverá continuar vindo de berço. Ao professor não cabe o papel de Super Herói que não cansa nunca; que não tem sua própria família para se preocupar; que precisa de estômago para receber visitas inesperadas de Conselheiros tutelares em defesa de crianças e adolescentes os quais não sabem o que é dever respeito aos pais, quem dirá ao professor. Não há como ministrar uma boa aula quando lhe é incumbida tarefas para as quais não fora contratado. É impossível dar um bom conteúdo em aula quando ao mesmo tempo é necessário extrair as arestas de uma Itapuca qualquer. Professor é professor! É aquele que está habilitado para transmitir seus conhecimentos em matemática, português, história geografia ensino religioso etc. Não poderá ele dividir seu tempo em sala de aula para fazer papel de pais. O professor poderá vir a ser um bom amigo, mas antes de ser não passa de um estranho. Engolir um sapo já não é nada agradável, imagine professor convivendo todos os dias com no mínimo uma média de 40 alunos? Salvo os que fazem por onde e estão em sala de aula por que querem aprender, há os que não estão nem ai! Esses me parecem bem instruídos quanto ao paternalismo escancarado que se criou neste país. Aliás, criado provavelmente por políticos de gabinete! Um bando de Maria vai com as outras que devem ter dado ouvidos a professores, igualmente de gabinete, para tascarem leis que vão contra a formação ética do cidadão. De quem é a culpa não sei.  Quem sabe começa pelas salas de aula visitadas por professor de gabinete que, - como disse - passa pela sala de aula. Passa mas não fica. O que esses três profissionais de gabinete têm em comum: passar pelas salas de aula. Sai e deixa a educação por conta do professor que leva a classe nas costas. O profissional que dá aulas. Ano após ano. Esse sim é professor. Esse entende de conteúdo. Não fosse por eles, resultados como o do concurso para o magistério que teve uma reprovação acima de 92% não seria uma surpresa e sim uma realidade antiga. Volto a dizer: Professor é para ensinar a quem quiser aprender, educação deve vir pronta de casa! Se tiver o professor de fazer tudo na vida do aluno, não terá tempo para honrar com seu propósito que é ajudar o aluno na conquista de um próximo nível! Se bem que nas séries iniciais a orientação é para não reprovar... Esse é o cardápio de burocratas para gente que nasceu para fazer força. - Se bem que acostumados a ganhar tudo?... Ou será essa a real intenção? Criar uma massa burra? Não sendo assim acabem de uma vez com o paternalismo e ensinem o prazer no trabalho. Ah! E se preciso for, ensinem o que é dignidade!
José Ramos Berton
Jornalista

quinta-feira, 26 de abril de 2012


Contrapontos Na Fé
helencosac.blogspot.com
espiritualismo.hostmach.com.br
Quando a medida de fé é superada, surge à marca indesejável do exagero. Com ela as contradições. Aliadas a falta de discernimento, ambas são responsáveis por contendas que transpõem oceanos varrendo tudo! Ausência definitiva das faculdades mentais. Eis que ao ultrapassar a barreira do senso, fiéis, independentes da denominação a que pertença, deixa de usar das escrituras para pregar a palavra de Deus. Partem para a ignorância. Na medida em que o juízo fica para trás, discórdias e soberba passam a ser uma questão corriqueira, porém com impactos nem sempre possíveis de sanar. Fé e opção ao servir a Deus deveria ser bandeira única. Deveria constar como busca do entendimento em um só lugar. A Bíblia. Nestes livros do velho e do novo testamento um vasto conteúdo aguarda por interpretação ainda por vir. Respostas nas entrelinhas permanecem irretocáveis frente a conveniências. O óbvio continuara habitando os porões da prepotência. Palavras continuaram sendo jogadas ao léu numa refreada culpa. Muitos serão convertidos. Migraram de altares para púlpitos, de púlpitos para terreiros de mesa branca para lá e para cá numa sucessão efêmera que os levará a lugar algum. E a fé? Continuará inabalável, porém vulnerável. Ou seria volátil e morna a ponto de virar uma veia bailarina? Sobre o peso da responsabilidade carrega consigo momentos que lhes convém. Enquanto esse desequilíbrio social toma rumo incerto e ignorado famílias disseminam-se em face desta instabilidade. E o que já foi um dia chamado de “Ópio da Humanidade” Toma corpo. Vira monstro! Mas não daqueles da mitologia Greco- romana não, mas sim um monstro atualíssimo e de fácil acesso. Um gigante em rede. Um intruso invisível conectado ao dia a dia do filho do homem. A real e estampada evidencia do fruto de uma época marcada por destemperos seguidos de injustiças. Numa seqüência de fatos, vieram também revoluções dividindo a Fé de cristãos. Novas denominações surgem de sessenta anos para cá. Ocupam e transformam qualquer espaço físico em “igrejas”. Abocanham como formigas as migalhas do prato principal. E como insetos, alimentam-se pelas beiradas. Vão aos poucos, minando e detonando com as mais ingênuas pretensões dos seres. As promessas surgem e o filho do homem espera. Aguarda por um tele transporte que irá tirá-lo de um mundo real para o dos “salvos”. Obras de teu passado literalmente pisadas. As coisas que de ti  fizeram parte, e que edificaram seus conhecimentos dando forma a tua personalidade já não são tão importante. Agora tu és salvo. É filho de Deus e não criatura do criador. É nesta proporção de medida que a fé merece atenção redobrada. Os exageros irão nos levar fatalmente ao fanatismo e a perda da razão. Sapiencia, pois, é parte de um pacote onde a critica poderá e deverá ser uma constante para o bem do livre arbítrio. Pelo bem da opção dirigida pela palavra e pelo ouvir com consentimento, jamais por imposição.
José Ramos Berton
Jornalista

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Você já foi chamado de “Grosso”?
Você já foi chamado de “grosso” (a) alguma vez em sua vida? Pois é. A sensação poderá variar a cada caso. Quando se está diante de um quadro de impotência frente à vontade de outro, o que se tem é envolvimento emocional onde a razão deixa momentaneamente de existir. Não que isso seja uma regra.  Por vezes conseguimos discernir sobre situações as quais poderiam obter de ambos, outro ponto definidor. Seriamos - se não essa distância que nos separa - um mesmo receptor de informações e conseqüentemente de informação opinativa. Seriamos, não fosse o abismo entre nós. Cada individuo tasca para fora o que toma conta do seu interior. O vivente tem como essência de suas atitudes o efeito indesejável daquilo que vive diariamente. Quando se é feliz o produto deste sentimento é a felicidade.  Quando se é infeliz e ainda assim procuramos aparentar o contrário, acabamos por criarmos uma máscara com subsídios tão evidentes que mesmos por suposta proteção deste aparente adorno, não somos capazes de amenizarmos a carga que torna nossos ombros carregados de algum fardo único. Intransferível. Um fardo pesado por nós mesmos. Toneladas de discrepâncias  por hora de difícil resolução. Então, quando o que se quer é compensação fatos surgem e nos envolvem. Ao nos darmos por conta de que somos produto de um pacote mal acabado de amarguras e decepções, talvez já seja tarde demais. Ao sermos chamados de “grosso” quando o que sequer é achar a melhor saída, saia! Saia e faça de seu silêncio resposta para o destempero inoportuno! Faça a sua parte e busque ao longo de corredores o entendimento necessário para perdoar. Isole-se por um tempo- mas só por um tempo, não para os outros tampouco para a vida. Busque a Deus acima de tudo. Valorize aos seus de forma que possas manter com eles um diálogo e então verás teu coração abrandando suavemente face ao teu perdão. De posse deste sentimento nobre poderás deitar- te em verdes pastos e seres guiado mansamente a águas tranqüilas.  (Salmos, 23, 2). Ser chamado de “grosso” dependendo da hora e do local é inteligente; Ser chamado de “grosso” em local impróprio e na hora imprópria é ignorância e atestado de total pobreza de espírito por parte de quem teve a infeliz idéia de assim pronunciar-se. Deus tenha misericórdia destes pobres mortais.
José Ramos Berton
Jornalista

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Hospital Beneficente Dr. Cesar Santos Passo Fundo

 panoramio.com  

Hospital Beneficente Dr. Cesar Santos Passo Fundo
O usuário que marca consulta ou exames pelo SUS, Sistema Único de Saúde, e não comparece para fazer o procedimento é no mínimo irresponsável! Só no Hospital Beneficente Dr. Cesar Santos de Passo Fundo, RS, no mês de Janeiro de 2012, vinte e cinco exames deixaram de serem feitos pelo não comparecimento de usuários que sequer tiveram trabalho de avisar, que não iria. Certamente um grande número de outras pessoas que necessitavam do mesmo serviço deixaram de serem atendidas pela indisponibilidade na agenda. Pessoas que tiveram suas perspectivas frustradas diante da falta de horário. O Poder público faz a sua parte. Caberá ao usuário fazer a sua! Não basta somente cobrar do serviço público que o mesmo tenha mais qualidade, é necessário um mínimo de comprometimento de parte do beneficiário! Além de oferecer ao público o que tem de melhor, uma equipe do Hospital Municipal Dr. Cesar Santos liga, em tempo, para lembrar ao usuário da data de seu exame, e nem assim consegue diminuir essa falta de comprometimento por parte do mesmo. Segundo uma funcionária do Hospital, ao ligar para uma beneficiária, e lembrá-la de seu exame, obteve da mesma que não poderia fazer o referido exame por estar em férias na praia! Desse jeito não há como suprir a demanda. São atitudes como essa que atravancam o caminho de cidadãos que realmente necessitam do serviço público. Além, de causar um mal estar junto aos que realmente querem fazer da saúde um ambiente favorável ao seu público!
José Berton
Jornalista

segunda-feira, 26 de março de 2012

PDT e Suas Pendengas

isso foi quando ainda valia a pena...
PDT e Suas Pendengas
PDT! O Partido que às vésperas de copa do mundo faz sua parte e continua mandando para escanteio alguns de seus mais fieis escudeiros! Esse fenômeno se dá graças à indiferença de gestores que deixam de lado ética e fidelidade. Aqui em Passo Fundo não é diferente. A começar pelo Prefeito que falta com suas promessas de comprometimento. Respeito é uma qualidade inexistente junto aos demais escalões desta farra que são as nomeações de CCs e de “companheiros” vendidos e comprados numa balança onde o fiel – desta balança - é constrangido a cada momento. Até Diretor indicado exerce função sem ter qualificação para isso, sem ter cursado nível superior indo contra as leis numa clara evidência de favorecimento. Quem nomeia? É o mesmo responsável pela debandada dos filiados aturdidos pela infidelidade daquele que deveria ser referência de lealdade. Enquanto dois Diretores posam de diretor, -Sem curso superior - outros são banidos de seus postos por se colocarem ao lado da verdade e da ética. O mais recente envolvido nesta trama covarde de seus superiores é o que deveria ser o nome do PDT para candidato a Prefeito, Giovane Corralo, depois de ter servido ao partido por 23 anos leva um chute no traseiro - como ele mesmo afirma com outras palavras em sua carta – e deixa uma lacuna para o próximo pleito do partido. Enfraquece ainda mais o que reta da base. Deixa também de se incomodar com atitudes tacanhas de alguns dos que denominaram a prefeitura como sendo a extensão de sua casa, ou de seus negócios. Mandam e desmandam. Colocam, tiram, queimam e voltam a marcar as cartas da forma que bem entendem. A carta da vez é o Corralinho. Eu, em meus últimos artigos escritos de um ano e meio para cá sempre deixei bem claro que o Partido do PDT estava se partindo por si só. O fez sem ajuda de ninguém. A cada dia se partia mais e mais numa cadência quase frenética. Deu no que deu. Aos poucos homens com vergonha na cara foram se afastando impotentes diante da prepotência. Resta saber até quando o partido do Inesquecível Leonel Brizola se manterá diante da avalanche que o soterra lentamente. Talvez seja essa uma das razões que fizeram do falecido candidato a Presidência da República somente um candidato o e nada mais. Morreu o coitado, sem saber que suas bases eram também o ninho de seus algozes!

José  Berton
Jornalista

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Cérebro da Prefeitura de Passo Fundo

Cérebro da Prefeitura de Passo Fundo
Dá para imaginar um profissional capaz de deixar saudades a um contingente de discípulos? Alguém que é aguardado com carinho frente a esses que reconhecem o valor de um líder competente de fato! Constatar inúmeros relatos das façanhas de quem amava tudo que a ele era incumbido. É uma satisfação inenarrável. Segundo aqueles que o conheceram, - e os que o conhecem pessoalmente - ele dava por pronto tudo o que começava. Não deixava nada para trás. Envolvia a todos de sua equipe formando verdadeiros mutirões do qual os resultados eram sempre os melhores possíveis. A precisão com que desempenhava suas tarefas rendeu títulos junto aos seus amigos e colaboradores além do reconhecimento, - não das autoridades – mas da população! Essa sim. Sábia, soube reconhecer o valor deste cidadão que tanto contribuiu como servidor. Voltado para o povo e não somente a alguns que conseguem seus intentos com agradinhos e puxação de saco! Quanto às qualidades como líder, seus fieis discípulos que o digam. Servidores que souberam aproveitar as oportunidades por ele oferecidas. Trabalhadores que em épocas diferentes tiveram seu espaço para prosperar como profissionais e como cidadãos! Cada qual com seu talento individual fizeram da situação passagem para o que hoje são. Teve quem da picareta passou a Operador de Máquinas! Assim como lubrificador obteve o comando de Máquina Pesada! Sem contar as lições de vida a todos compartilhada como puxão de orelhas. Daqueles que perduram para sempre. Sabedoria tamanha que se quisermos enumerar com certeza darão quilômetros de estrada, como as por ele pensadas, abertas e conservadas. E olha que as ferramentas e equipamentos da época não eram as que hoje estão disponibilizadas. Tudo era mais difícil, porém executadas com precisão por esse homem e suas equipes! Não se cansavam, de fazer o melhor! A população podia contar com boas estradas, e com a inteligência deste senhor que sabe como ninguém da localização de cada Rua de Passo Fundo, cada Boca de lobo, Canalização da CORSAN, bem como qualquer outra referência que se possa buscar. A relação homem a homem se dava em razão da credibilidade conquistada com trabalho e fidelidade. Hoje, o que se ouve pelo pátio da Prefeitura é Saudades! Saudades de um líder de equipe que soube como nenhum outro administrar o que é público! Saudades de um senhor inteligente e nem por isso incapaz de reconhecer em seus homens valores que pudesse acrescentar no trabalho em equipe. Sua capacidade de interagir com os funcionários era de forma, - um tanto brusca -  mas que denotava proteção. Cada puxão de orelhas representava um conselho. Ele podia chamar a atenção de seus comandados, mas, se outro o fizesse teria de entender-se com esse paizão! Ninguém chamava a atenção de seus homens. Não na frente dele. Trabalho era uma questão de honra. O valor de servidores acontecia com naturalidade por este líder que se fazia  respeitar por quem quer que seja! Profundo conhecedor das suas atribuições tinha em seu cérebro uma central de dados de dar inveja a qualquer um. Pena que homens como ele parece não existirem... Até porque se fosse fácil de substituí-lo os serviços básicos de uma secretaria não seria o caos que é hoje! Coube a mim a incumbência desta justa e merecida homenagem, e olha que não o conheço pessoalmente, mas diante de todos os relatos que já ouvi, aprendi a admirá-lo e respeitá-lo. Portanto parabéns por causares esse sentimento unânime de ‘Reconhecimento” de operários, operadores, motoristas e todos os que com o senhor tiveram o prazer da companhia, caro Senhor, Abrelino Mello!

José Ramos Berton
Jornalista

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Autoridades são mesmo? De Passo Fundo para o Mundo.

Foto Giovanni Gosch Berton

Autoridades. São mesmo? De Passo Fundo para o Mundo.
Até quando os grandes – ou os que se acham grandes- especuladores farão da paz dos outros o seu espaço para extensão do inferno?
A Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luis Roessler* - FEPAM, é a instituição responsável pelo licenciamento ambiental** no Rio Grande do Sul. Desde 1999, a FEPAM é vinculada à Secretaria Estadual do Meio Ambiente - SEMA. 

Instituída pela Lei 9.077 de 4 de junho de 1990 e implantada em 4 de dezembro de 1991, a FEPAM tem suas origens na Coordenadoria do Controle do Equilíbrio Ecológico do Rio Grande do Sul (criada na década de 70) e no antigo Departamento de Meio Ambiente - DMA - da Secretaria de Saúde e Meio Ambiente (hoje, Secretaria Estadual da Saúde).

É um dos órgãos executivos do Sistema Estadual de Proteção Ambiental (SISEPRA, Lei 10.330 de 27/12/94), que a partir de 1999 passou a ser coordenado pela SEMA (Lei 11.362 de 29/07/99). O SISEPRA prevê a ação integrada dos órgãos ambientais do Estado em articulação com o trabalho dos Municípios.

No Rio Grande do Sul, os Municípios são responsáveis pelo licenciamento ambiental das atividades de impacto local (Código Estadual de Meio Ambiente, Lei 11520/00). A definição destas atividades e o regramento do processo de descentralização do licenciamento foi estabelecido pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (CONSEMA).
A partir destas referências é possível ditarmos as regras da lei contra a contravenção! Ou isso não está ao nosso alcance? Acredito que as autoridades ainda mandam neste pedaço de terra chamada Passo Fundo. Então ai vai uma dica de mais uma irregularidade das grossas no que tange a preservação do meio ambiente. No final da Rua Bahia, mais precisamente nas numerações, 463, 450, o que até a poucos dias era um acesso a um arroio, agora já faz parte do passado daquelas famílias que acreditavam em justiça! Não há mais o Banhado, tampouco as Corticeiras, não há mais nada de Marrequinhas do Banhado, não se tem mais a presença dos Quero- Quero Sentinela dos Pampas. Em pouco tempo não haverá o córrego do arroio Santo Antônio correndo livre por ali entre a Rua Bahia e a Rua Marques de Caravelas. Não há mais Paz para as famílias que por ali habitam. Somente terra de entulho e muita poeira fazem parte do cenário que até poucos dias atrás servia como um espaço só comparado com grandes áreas preservadas pela competência e pela imposição das leis! Não parece ser o que acontece aqui na capital  da literatura. Aqui, o que nos parece é que a lei é a dos mais poderosos. Será isso mesmo? Haverá Magistrados para nos provar do contrário, e colocar um basta naquele aterro ilegal? Dar um basta na arbitrariedade capaz de trancar as saídas de esgoto cloacal, de residências que buscaram junto a Prefeitura e a Secretaria de Obras o licenciamento para fazer com que, na falta de tratamento de esgotos fosse possível a saída de resíduos para o lado oposto da Rua Bahia. Ainda que surjam novas situações, não mais será possível dar um final feliz a mais essa prova de impunidade, que, diga-se de passagem, ocorre bem debaixo do nariz das autoridades. Os moradores da Referida Via aguardam um desfecho favorável aos cidadãos que ainda acreditam em seus Juízes, promotores e quem querem que seja que opta pela preservação do meio ambiente. Assim como o Banhado da Vergueiro, O da Rua Bahia na Vila Santa Maria, aqui em Passo Fundo é só mais alguns dos maus exemplos da prática das transgressões arbitrárias de alguns que se acham acima da lei!  Até quando senhores? Provem que a lei é lei e ponto! A não ser que tudo esteja dentro da lei, o que se espera é a manutenção dos esgotos e da preservação daquele espaço.
José Berton
Jornalista